sábado, 10 de abril de 2010

Ciência Discute Intuição Nas Decisões

Simpósio reúne especialistas de renome em áreas de fronteira do conhecimento



A intuição na tomada de decisões é o tema central do simpósio "Aquém e além do cérebro", que decorre no Porto. Especialistas de renome internacional, incluindo a investigadora que inspirou Dan Brown, lançam dados para um debate que se adivinha polémico.

   Cada um de nós já tomou decisões com base em critérios nada racionais. Não há quem controle racionalmente toda a sua acção. Todos já agimos sem pensar, confiando em primeiras impressões ou nesse processo de difícil definição que é a intuição. Na tradição de lançar ao escrutínio científico temas de fronteira, a Fundação Bial promove, nesta edição, um debate sobre a intuição na perspectiva das neurociências, da parapsicologia e do impacto na vida social, explicou ao JN Fernando Lopes da Silva, da comissão organizadora do evento.
   "É um problema científico longe de reunir consensos, mas a intuição parece tratar-se de um processo automático e inconsciente de tomada de decisões", explicou o professor de Fisiologia da Universidade de Amesterdão (Holanda), acrescentando que o cérebro executa processos de preparação - detectáveis em exames de imagiologia - das acções que a consciência não capta.
   Marilyn Schlitz, directora do Instituto de Noética da Califórnia (EUA), notabilizada por alegadamente ter inspirado o livro de Dan Brown "O Símbolo Perdido", vai apresentar os resultados de estudos que pretenderam avaliar o impacto da oração no estado de saúde de doentes.
   A este propósito, o neurologista Alexandre Castro Caldas, da comissão organizadora, garantiu que "estudos feitos com amostragens significativas, construídas com base em métodos aleatórios credíveis, demonstraram resultados [de cura] muito superiores ao normal nos indivíduos alvo de prece por parte de terceiros à distância".
 - JN-Online -
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