terça-feira, 29 de novembro de 2011

" Borbulhas Espaciais "

Descobertas Revelam Um Espaço Borbulhante ao Redor da Terra

O espaço ao redor da Terra é tudo, menos um vácuo estéril.
A área ao nosso redor possui um verdadeiro "borbulhar" de campos eléctricos e magnéticos, que mudam o tempo todo.
Partículas carregadas também fluem constantemente, movimentando energias, criando correntes eléctricas e produzindo as auroras.

Muitas destas partículas originam-se do vento solar, mas algumas áreas são dominadas por partículas de uma fonte mais local: a própria atmosfera da Terra, que é lenta, mas continuamente, "sugada" para o espaço.
Este novo mundo de partículas e correntes eléctricas e magnéticas está sendo revelado pela missão FASTSAT, da NASA, uma plataforma para lançamentos de nanossatélites.

Neste estudo, que ainda não se encerrou, foram usados três experiências que foram ao espaço a bordo do satélite científico: MINI-ME (Miniature Imager for Neutral Ionospheric Atoms and Magnetospheric Electrons), PISA (Plasma Impedance Spectrum Analyzer) e AMPERE (Active Magnetosphere and Planetary Electrodynamics Response Experiment).
Para cada evento bem definido, os cientistas comparam as observações dos
Os eventos mostram um retrato detalhado desta região que agora se sabe ser muito dinâmica, com uma série de fenómenos inter-relacionados e simultâneos - como o fluxo de partículas e de corrente eléctrica.

Ao contrário do hidrogénio mais quente que vem do sol, a atmosfera superior da Terra geralmente supre íons de oxigénio mais frios, que são ejectados ao longo das linhas de campo magnético da Terra.
Esta "saída de íons" ocorre continuamente, mas é especialmente forte durante períodos em que há mais actividade solar, tais como erupções solares e ejecções de massa coronal, que são expelidas pelo Sol e se movem em direcção à Terra.

Essa actividade suga íons de oxigénio da atmosfera superior da Terra, particularmente em regiões onde as auroras são mais fortes.
Os íons pesados que fluem da Terra podem funcionar como um freio, ou um amortecedor, sobre a entrada de energia do vento solar.
No decorrer da pesquisa, os dados permitirão aos cientistas determinar de onde vêm os íons que saem da Terra, o que os move e como sua intensidade varia de acordo com a actividade solar.
- iT-Inovação Tecnológica - Imagem-NASA -