segunda-feira, 4 de outubro de 2010

EM PORTUGAL, QUE BEM SE VIVE...! Á MARGEM...!!!

ESTAMOS EM CRISE!!!
QUE CRISE???

Hoje, e porque é a primeira 2ª Feira de Outubro, vou "inventar" uma história.
Quando procurava jornais que servicem para limpar a porcaría que o meu gato fez a comer, "quase distraidamente" ía re-lendo as noticiazinhas "quase sem importância".
E... reparei nesta... o que vou contar é ficção, qualquer semelhança e/ou equiparado é pura coincidência!
... ERA UMA VEZ...
Divorciada nos anos 60, "viveu modestamente

em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis...".(Dizia o 24Horas)
Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) .
Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano.
Neste mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250 €.(agora no CM), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem da CGA.
Entretanto morre o pai, que lhe deixa "uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje" (li no 24H).
Por que neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social (organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social) uma pensão superior a 3.000 € (reparei no CM), seria lícito deduzir - caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos - que, considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe teria sido concedida em 1996 (1931+ 65).
Só que, porque em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, fui quase forçado a considerar que a partir desse mesmo ano, 1998 desempenhou um lugar que lhe acabou por garantir uma pensão de (vejo por baixo): 3.000 €.
Abstraindo a aplicação da esdrúxula, forma de cálculo actual, a pensão teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2% ao ano e uma taxa global de pensão de 80%.
Porque a "pequena fortuna " não conta para a pensão; por que o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que, paga dividendos face a investimentos ali feitos (depósitos); por que em 1998 o seu rendimento foi de 250 €; para poder usufruir em 2008 uma pensão de 3.000 €, será por que (ainda que considerando que já descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão), durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal, que deu uma média de 3.750 €/mês para efeitos do cálculo da pensão final. (3.750 x 80% = 3.000).
Ora, como uma pensão de 3.000 €, não se identifica com os "rendimentos" provenientes da pequena fortuna do pai, a senhora tem uma pensão acrescida de outros rendimentos.
Como em nenhum dos jornais vi que se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido, que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, posso depreender que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos-cujos 3.750 € por mês.
Gostava de saber quais foram as funções desempenhadas que lhe permitiram poder receber tal pensão!
Mas ainda há mais...
Chamei-lhe Maria Adelaide, comprou um apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas.
Em Novembro de 1998, nove meses depois do filho, chamei-lhe José, se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos - cerca de 224 mil euros -, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 €uros (50 contos).
Reparei como a senhora "deve" ter sido poupadinha durante toda a vida.
Com um rendimento anual de 50 contos, que nem dá para comprar um mínimo de alimentação mensal, ainda conseguiu juntar 224.000 euros para comprar um apartamento de luxo, não em Alcabideche ou Almada, na Buraca ou no Bairro Madre Deus, mas no fabuloso edifício Heron, no nº40, da rua Braamcamp, a escassos metros do Marquês de Pombal e numa das mais nobres e caras zonas de Lisboa.
Fantástico exemplo de vida espartana que permitiu juntar uns dinheirinhos gordos para comprar casa no inverno da velhice.
Quem terá ajudado, com algum "sorriso", para que uma cidadã, que declarou às Finanças um Rendimento Anual de 250€, pudesse pagar a pronto, a uma sociedade offshore, os tais 224.000 euros ?