quinta-feira, 19 de agosto de 2010

RESULTADOS PODEM LEVAR A NOVAS TERAPEUTICAS

INVESTIGADORES DO ICBAS DESCOBREM GENE ASSOCIADO Á ENXAQUECA

As causas da enxaqueca podem estar nos nossos genes. Investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto identificaram que existem variantes genéticas responsáveis por um risco aumentado da doença na população portuguesa. Os resultados, publicados na conceituada revista «Archives of Neurology», podem vir a fornecer pistas para explorar novas terapêuticas, de forma a diminuir a ocorrência de enxaquecas nas pessoas predispostas, bem como atenuar a grande incapacidade que provocam.

O estudo realizado por um grupo de investigadores do ICBAS debruçou-se sobre o gene STX1A, responsável pela produção de uma proteína, a sintaxina 1A, que regula a libertação de neurotransmissores no sistema nervoso central – o que explica a importância de explorar a ligação entre este gene e a susceptibilidade à doença.
A enxaqueca é uma doença muito frequente e incapacitante, afectando 15 por cento da população em geral e, por isso, constitui um problema de saúde pública. Está incluída no ‘top 20’ das doenças mais incapacitantes pela World Health Organization, por ser uma das maiores causas de absentismo.

Os resultados podem fornecer pistas para, mais tarde, se desenvolverem melhores estratégias terapêuticas. O estudo contou também com a colaboração do Instituto de Biologia Molecular e Celular e o Hospital de Santo António.
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