terça-feira, 17 de agosto de 2010

AINDA NÃO ENCONTREI O DEGRAU QUE FALTA...

HOJE, 17 de AGOSTO, FAZ UM ANO QUE PERDI O CHÃO.

Porque é 17 de Agosto, hoje não vou fazer crítica social, nem politica, nem conversa de café. Também não vou contar aquela historinha que está na última página da mídia, que ninguém repara e por isso não lê.
Faz hoje um ano que pelas seis da manhã recebi um telefonema de alguém que me deseja os bons dias e diz que me vai dar uma má noticia. Fiquei logo com a cabeça cheia de pontos de interrogação, como posso ter um bom dia se é uma má noticia? Sabia qual era a má nova que por aí vinha, por isso desculpo quem estava do outro lado da linha!
Nem foi preciso acabar de falar, naquele momento senti que perdia o chão! Senti que não tinha peso, deixei de ser atraído pela força da gravidade, senti uma núvem que me rodeou e transportou. Não encontro as palavras exatas para explicar a sensação de, consciêntemente, estar mais leve que uma pena de passarinho e suspenso em mim mesmo!
Senti que perdi parte de mim, algo saíu de mim e deixou-me sem peso para que a força da gravidade me prendesse ao chão! Algo saíu de mim e partiu para longe! Não sei para onde, mas sei que não é já ali.
Incrivelmente, a coisa mais pesada que senti foi uma lágrima, que corria pela face. Não era de dor nem de sofrimento! Era de saudade! Saudade de algo que tinha acabado de sair de mim.
Faz hoje um ano que essa parte de mim partiu e não voltou!
Ainda hoje me faz falta, é parte que me pertence, é... MÃE.